sábado, 19 de março de 2011

Seu cãozinho pode salvar a vida do Duque

Daniella Bittencourt Féder


Edição (20 de março de 2011):

Eu, meus primos e minha tia queremos agradecer a todos que tentaram ajudar o Duque, e principalmente à ANDA, que noticiou o caso a meu pedido. Com a ajuda de vocês e à repercussão que o caso alcançou na internet, Duque teve um doador de sangue ontem mesmo.

Ficamos muito felizes com a quantidade de pessoas que se mobilizaram, e é importante que saibam que todos nós, incluindo o Duque, somos gratos de coração.

Mas infelizmente venho com uma notícia triste. Duque não resistiu ao procedimento e faleceu nesta madrugada. Ele estava muito fraquinho, e é possível que fosse sofrer caso tivesse a vida prolongada.

A Clinivet se encarregou da cremação do corpo.

Duque foi um bom cãozinho. Tinha disposição e carisma. Adorava um carinho da família, e fazia festa quando algum de seus donos chegava em casa. Eu o conheci pouco, mas sei que viveu alegremente.

Há alguns anos, quando ele ainda morava com seus donos num apartamento, quem visitasse a família perceberia como ele era ciumento. Eu costumava visitá-los para brincar com a Marcella. Duque ficava carrancudo quando via que não era mais o centro das atenções. Parecia que ele queria protegê-la de qualquer presença incomum. Ele latia para mim como quem dizia "Ei, estou de olho em você!".

Lembro-me de que, nas crises de ciúmes, Duque ficava trancado no seu quarto (a sacada, toda preparada para ser o canto de repouso do cãozinho) e a porta, de vidro, às vezes tinha que ser coberta para que ele não visse Marcella me dando atenção e parasse de latir. Ela cobria a porta com um colchão.

Mas logo Duque relaxava e dava sinais de que já podia sair do "castigo". O colchão era retirado, a porta de seu quarto era aberta e ele saía para fazer gracinhas e receber muito carinho. Trazia na boca, vez ou outra, um presente para Marcella - um brinquedinho que deveria estar todo babado.

Há pouco tempo, a família mudou-se para uma casa dotada de muito mais espaço que o antigo apartamento. E, o mais divertido: um quintal para Duque correr até gastar suas energias.

Isabella, no final de 2009, viajou para os Estados Unidos. Ficou lá por alguns meses. Quando voltou, no início de 2010, a família toda se reuniu numa churrascaria próxima ao aeroporto para recebê-la. Ao voltar para casa, haveria mais uma surpresa: a casa tinha sido decorada com bexigas e cartazes de boas-vindas.

A família deu um jeito de chegar na casa antes dela e cada um se pôs à sua posição para gritar "Surpresa!" quando ela entrasse pela porta. Porém, Isa deixou todos esperando. Assim que chegou em casa, Duque veio correndo em sua direção, cheio de saudades. Os dois se abraçavam no quintal enquanto nós, de dentro da casa, esperávamos, imóveis, que ela entrasse pela porta.

Duque vai deixar saudades.









Post original (19 de março de 2011)

Olá, cãezinhos.

Meus primos – Henrique Bittencourt, 16, Marcella Bittencourt, 17 e Isabella Bittencourt, 24 - têm um lhasa apso de onze anos, cor bege claro. Ele é o típico melhor amigo da família: alegre, brincalhão e muito apegado aos donos – e, por isso, bastante ciumento.

Na semana passada, quando Duque corria pela casa com uma meia na boca, engoliu-a sem que ninguém visse. Rapidamente foi levado à clínica veterinária, onde fez uma cirurgia de retirada do objeto. O procedimento foi tranquilo e ele logo voltou para casa.

Porém, durante o pós-operatório, o bichinho contraiu uma infecção generalizada. A recuperação está sendo difícil, e agora ele enfrenta uma forte anemia.

Duque necessita de doação de sangue urgente. Segundo a veterinária, o sangue doado deve ser de um cachorro de grande porte. Ela conta que, assim como os humanos, os cachorros têm tipos sanguíneos, mas como o caso de Duque é muito grave, a única restrição é a de que o doador seja saudável.

O cachorro doador só será sedado se for bravo ou estiver agitado. Após a doação, a clínica vai oferecer uma refeição para o herói, que voltará para casa com o dono.


A doação deve ser feita na Clinivet - Rua Holanda, 908 – Boa Vista – Curitiba/Pr. www.clinivet.com.br


É urgente.


2 comentários:

Anônimo disse...

Gostara muito de ajudar mas infelizmente não moro em Curitiba. Mas desejo sorte para o Duque, que vença esta batalha forte!

Thais Helena disse...

Boa Noite Daniella, me chamo Thais e sou estudante de veterinária em SP. Sei que aqui existem bancos de sangue para animais em SP, então procurei e descobri um em Curitiba, é na UFPR - Universidade Federal do Paraná. Fone: (41) 3350-5663 ou (41) 3350-5664 Hospital Veterinário Rua dos Funcionários, 1540 CEP 80035-050
E-mail: hv@ufpr.br
O site que cita eles é: http://tchurmakurtcao.blogspot.com/2009/08/banco-de-sangue-canino.html
Espero que ajude...
Boa sorte pro Duque e que ele melhore logo!!!