terça-feira, 4 de maio de 2010

Solidariedade no Hospital Pequeno Príncipe

Por Daniella Bittencourt Féder


A companhia dos voluntários é o momento mais gostoso do dia-a-dia das crianças no hospital

No início do século XX, em pleno cenário de Primeira Guerra Mundial, um grupo de mulheres curitibanas decide criar um centro de atendimento de saúde para crianças. Assim feito, nos anos 70 o local foi consolidado como o Hospital Pequeno Príncipe, que hoje faz parte do grupo dos maiores e mais renomados hospitais pediátricos da América Latina, contando com um dos trabalhos de voluntariado com crianças mais respeitados no Paraná. O trabalho solidário realizado pelos voluntários é de extrema importância tanto para o hospital quanto para as crianças internas e, comprovadamente, contribui para a melhoria delas.

A criança interna vive em um círculo social bastante limitado dentro do hospital, do qual fazem parte, basicamente, médicos, familiares, outras internas e seus familiares e o voluntário, o agente social que tem o papel de descontrair e divertir a criança, numa relação de pura e simples amizade. Além disso, ele a auxilia no que for preciso para que o período de internação pareça mais leve. Há, inclusive, uma área de diversão dentro do hospital que só é utilizada quando pelo menos um voluntário acompanhando: a brinquedoteca. “Lá é o lugar mais legal, porque dá pra brincar com as outras crianças e fazer um monte de coisas. E todo mundo vai lá”, diz o pequeno Nicolas, de seis anos, que ficou internado no hospital durante três meses, vítima de uma pneumonia. Ele diz que, se for para voltar, só quer ficar na brinquedoteca.

Enquanto os médicos são presentes quando para a realização de exames (ah, o medo de injeção!) e a família os incentiva – aos olhos da criança, é simples assim – os voluntários têm (e mantêm) a posição de diverti-las. Contam “historinhas”, brincam, levam brinquedos e jogos, conversam... Nada que os médicos e familiares também não façam. A diferença é que os voluntários não têm qualquer tipo de “intenção médica”, ou seja, não pedem às crianças que façam exames, não explicam que eles são necessários para a melhora delas, não as distraem para que elas não se assustem ou se impressionem ao serem observadas. O momento entre os dois é um momento tranquilo e gostoso distração do ambiente hospitalar.

A procura pelo voluntariado é tamanha que há uma imensa fila de espera para quem quer participar do projeto. Luiza, que veio de São Carlos para estudar psicologia em Curitiba conta que teve sorte: “Quando fiquei sabendo do Hospital Pequeno Príncipe, vim ver se podia ser voluntária. Dois dias depois eu já estava trabalhando aqui”.

Às segundas-feiras o Pequeno Príncipe recebe o grupo de palhaços “A Trupe da Saúde”, que visita todas as crianças, uma a uma. Dentre os muitos papeis que representa, o favorito delas parece ser os “Loucologistas”, médicos atrapalhados que , como eles mesmos dizem: “levam a terapia do riso para os pacientes”.






Um comentário:

kesya disse...

eu gostaria de ser uma voluntaria como posso fazer?
obrigada kesya